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Chocólatras: a paixão por chocolate que atravessa a história

Atualizado: Mar 22

A primeira loja da Chocólatras foi criada no ano de 1991, no Rio de Janeiro. Mas a história da marca começa muitos anos antes, na infância de Sony Monteiro, uma das fundadoras da Chocólatras. Desde pequena, Sony já era apaixonada por chocolate. Não era à toa que pegava escondido os bombons da mãe: “Aquele aroma era irresistível”, lembra Sony. As memórias de Sony e seu irmão Sérgio, também sócio e fundador da Chocólatras, tem cheiro e gosto de chocolate, afinal, era uma paixão compartilhada por toda a família. “Cresci assim, com a memória afetiva deste paladar, sempre associado à sensação de aconchego, carinho, amor e diversão”, explica Sony.


O amor pelo chocolate era tão grande que atravessou o peito e se materializou em marca: a Chocólatras. “Tínhamos a vontade de unir todos que fossem ou se sentissem um chocólatra”, enfatiza a fundadora. Assim, iniciou-se um trabalho árduo de pesquisa, traduzindo receitas e criando diferentes produtos com chocolate. “Montamos uma pequena fábrica e nos organizamos para testar as traduções que fazíamos, realizando adaptações de ingredientes até alcançar a textura e o sabor ideais”, explica Sony.


Inicialmente, os produtos eram fornecidos para cafeterias e restaurantes, mas a aceitação do público foi tão boa que chegou a hora de ficar cara a cara com o cliente. Assim, a Chocólatras abriu sua primeira loja, localizada no mercado Cobal Leblon. Foi lá que permaneceram por 18 anos e fidelizaram seu público. “Encontramos pessoas que buscavam qualidade, inovação, surpresas e diversão. Era um point que muitos artistas frequentavam. E vários deles eram chocólatras. Aos sábados, por exemplo, tínhamos a honra de ver o Tom Jobim apreciando uma cervejinha gelada”, lembra Sony.


Nas terras gaúchas



A primeira loja da Chocólatras chegou a Porto Alegre em 2003. Em 1994, Sony e a família deixaram as terras cariocas e se mudaram para o Rio Grande do Sul. Seu irmão Sérgio foi quem seguiu tocando a franquia do Rio de Janeiro. No sul, a marca conquistou destaque ao ser descoberta por Bete Duarte, criadora do antigo caderno Gastrô do jornal Zero Hora. Foi a partir disso que a Chocólatras começou a se expandir, mudando de localização sucessivamente em busca de cada vez mais espaço para a produção.




Em 2016, começou o sistema de expansão da marca, com lojas de terceiros e com a mudança para a fábrica atual na Rua Ernesto da Fontoura. Foi na Chocólatras que Sony uniu suas duas maiores paixões: o chocolate e a cozinha. “Para mim, juntar o ato de cozinhar com o chocolate é estar num momento de total realização. É cozinhando que me conecto comigo, com lembranças de todo aprendizado e fonte profunda de amor que tive da minha mãe. É um momento sublime”, conta Sony.




Uma história de amor


Esse amor e carinho se refletem no cuidado e dedicação a cada produto — desde tortas até ovos de páscoa. “O chocolate é uma matéria-prima muito sensível, mas muito versátil.

Requer muitos cuidados para ser armazenado porque sofre variações ambientais conforme temperatura, luminosidade, umidade, odores. Trabalhar com ele requer conhecimento, sim, mas também muita paciência, agilidade e serenidade. E sua imensa versatilidade é um terreno fértil para a imaginação”, reforça a fundadora.



Hoje, a Chocólatras tem lojas no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. O que permanece da primeira loja fundada no Rio de Janeiro, além das receitas, é o amor incondicional pelo chocolate. “Quem é Chocólatra de verdade sabe que nunca é só um chocolatinho, é uma história de amor”. A frase é de André Monteiro Sevante, um dos primeiros a provar muitas receitas desenvolvidas pela Chocólatras, e sintetiza um pouco do sentimento de ser um fã de chocolate.





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